Acredita.
- 30 de mai. de 2020
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Ontem estava a abraçar-te, a rir ao teu lado, a dar-te a mão, a acreditar que o amor curava tudo. Hoje, estou preso , tal como tu, porque o perigo está em abraçar-te, rir de perto, dar-te a mão. No entanto, acredito que o amor continue a curar tudo. Mudou foi a sua forma de ser. Hoje mais do que nunca a fé movimenta-me, aproxima-me de ti, faz o amor crescer. Acreditemos, rezemos e tenhamos calma. Aproveitemos para dosear e filtrar aquilo que realmente nos faz falta. Foi-nos pedido que abdicássemos, do toque, algo tão inerente ao ser humano. Algo inato. Mas, já alguma vez tinhas sentido falta de tocar, de abraçar e de beijar? Reflete, medita e acima de tudo acredita. Torna a tua fé ainda mais forte, o teu porto de abrigo e faz dela o teu abraço. Sossega o coração, a cabeça e alma.
Reencontra-te na tranquilidade. E encontra aqueles que são teus nas memórias e nos sentimentos. Não os percas de vista, nem te percas de vista. Acredita que vai (mesmo) ficar tudo bem. Não percas a fé. E multiplica o amor. Mesmo que não possas tocar, podes sempre sentir. Cada coisa a seu tempo. O abraço chegará. E quando deres "fé", o amor cresceu e manteve-se lá, sempre. Não é fácil deixar de abraçar. Numa altura em que tudo está longe, é o amor que nos mantém unidos. E é esta a promessa que o coração nos faz. Amor, até ao final.


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